The Number One
Bom, né... o que colocar por aqui neste dia de muita euforia e emoção??
Sei não.
Em 2011 quando terminei fazendo a Obra Prima, aquela revista branca, grandona...ela foi surgindo meio que sem eu perceber, demorei uma gestação para imprimir a revista. Agora a MAISCASA nasce de um jeito totalmente inusitado. Talvez por isso que ao abrir a revista, depois da gente se encantar com uma oliveira centenária diante de uma fachada sensacional na capa, vc se depara com a marca de móveis planejados INUSITTÁ...inusitado em italiano. O resumo da ópera rsrs é que talvez o MAISCASA seja minha obra maestra, meu xodó...nela coloco muito de mim, e ver a NUMBER ONE me enche de alegria!
Sou menina, mulher, donna...e embora muita gente pense que sou de ferro ou de adamantium eu sou frágil. Escondo a fragilidade para lidar com a vida e com as obrigações que eu mesma me impuz pelos anos. Me transformei em mãe muito jovem, meu amor por aquele bebê que cresceu em mim e depois foi crescendo fora de mim até ficar mais alto que um bambu de meio porte, era tão grande que, depois que ele nasceu, jamais pude olhar em outra direção que para ele. Mantê-lo sob minha visão, sob meus cuidados se transformou em prioridade pra mim. Eu fui me moldando como mãe e não sei ser de outra forma que assim. Tarefa árdua essa....a gente precisa ser o que não é, comer o que não gosta, sorrir quando está com medo, e lutar quando quer dormir. Bom, nessa vibe fui me fazendo. Mas juro pra vcs que sob essa pele já torrada pelo sol e pelas jornadas da vida existe uma menina que só quer ser protejida. Doces faces do ser...
Ver a number one é ter certeza que posso, que consigo, que não preciso me apoiar em muletas ou me manter sob custodia de oltrem. Me basto. Tenho coragem suficiente para enfrentar a aversão, a compaixão, o respeito e a admiração. Tenho peito para enfrentar os olhares.
Agora me lembro da primeira vez que fui fazer jornal ao vivo diante do querido colega que virou amigo Ronaldo. Meu Deus...ele era(é) uma sumidade...Jornalista experimentado e experiente, cuyo tragueijo e a inteligência se mantinham anos luz distante de mim....jamais quis estar alí, mas queria muito a remuneração que dali provia. Aqueles dias eu abria os olhos e transcorria o tempo sem perceber os movimentos para preparar-me... só emanava o Espírito Santo e em Deus confiava. Eu cantava a música do Deus do Impossível e partía rumo a tv sem nem mesmo saber o que faria, o que falaria, de que se tratava. Meu outro emprego era longo e muito empenhativo, me mantinha ocupada tantas horas por dia que nem sabia o que estava ocorrendo no mundo. Eu era capaz de anunciar um cataclismo sem ao menos piscar meus olhos...era simples...apenas era instrumento, as palavras lidas não entravam, não permaneciam, meu cérebro era como uma menbrana permeável, as palavras apenas passavam sem destino certo e sem deixar marcas de que em algum momento estiveram por alí.
Mas isso tudo me fez chegar até aqui. Hj esta noite chuvosa de julho onde deposito minhas esperanças em um novo projeto, em uma nova história, em um novo rumo.
Deus sabe o quanto sou grata. Infinitamente grata.
Sinto muito, Me perdoe, muito obrigada, eu amo vc.
Angela

Comentários
Postar um comentário